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> Comunicados > Um | [ Segunda-feira, 11 December 2006, 18:33h ] |
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Título
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Queixa pela realizaçom do portal do Arzebispado de Compostela |
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Comentário
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Queixa pela realizaçom do portal do Arzebispado de Santiago de Compostela unicamente em castelhano
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Data
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28-09-2003 |
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Texto
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Ao Arzebispo de Santiago de Compostela:
Como Porta-Voz do Movimento Defesa da Língua, coletivo galego de defesa da nossa língua e cultura, dirijo-me a vocês recolhendo as queixas que a recente apariçom da sua página web está a provocar entre filiados e nom-filiados à nossa organizaçom. É a minha obriga destacar-lhes que muitos galegos, à margem das nossas crenças religiosas, entendemos que a igreja actua nom só como entidade privada, mas como sujeito coletivo com intenções de mudança social ("tratamos de extender la semilla del Reino e introducir sus valores en la cultura y en todas las estructuras sociales."(sic.)).
Como a qualquer outra entidade que influi como agente social nas práticas linguísticas dos e das galegas, solicito que tenham a bem situar-se na outra margem do conflito linguístico existente nesta nossa terra. Negar que o espanhol posui uma posiçom de poder abusivo por cima do galego nom parece ser necessário discuti-lo. Outra das consideraçõ es que gostava de fazer chegar às vossas excelências é lembrar o compromisso que a própria Igreja aceitou (e tem como obriga) com todos os povos do mundo no que se refere a realizar a liturgia na língua própria dos fiéis. Este compromisso na Galiza está ainda por asumir pola Igreja, quando as poucas homilias realizadas na nossa língua correspondem à vontade individual de uns poucos padres.
Solicitamos entom da Igreja, nomeadamente neste caso do Arzebispado de Compostela, (capital cultural e política do país), que reconsidere a sua posiçom com respeito ao galego e aceite a necessidade de considerar, no mínimo, como língua de igual importáncia à castelhana na suas actividades com a sociedade.
Queremos entom, que modifiquem a sua página web, http://www.archicompostela.org/home.htm , de maneira que no início se poda escolher uma ou outra língua das oficias na Comunidade Autónoma da Galiza.
Indo além, gostariamos que também a Igreja, como agente social que integra pessoas de grande qualidade intelectual, reconhecesse abertamente a unidade linguística do galego e português como duas variantes da mesma língua, somando-se aos linguístas e agentes sociais normalizadores que defendemos a língua do país duma maneira aberta ao mundo. Desta maneira, a sua página web, escrita em espanhol e português, ganharia ainda mais utilidade para a comunicaçom que estando tam só em espanhol e ainda estariam a mostrar um respeito para com a nossa língua e cultura atendendo, também, às queixas das que nos fizemos voz.
Muito agradecido pela atençom.
Luís Fontenla
Porta-Voz do Movimento Defesa da Língua (MDL) |
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