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| A noçom que deve alimentar a nova etapa de desenvolvimento cultural nom é outro que o idioma comum da Galiza, Portugal e Brasil (V. Paz Andrade) |
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> Comunicados > Um | [ Segunda-feira, 11 December 2006, 18:33h ] |
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Título
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Cabeças na língua |
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Comentário
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Comunicado a respeito de um processo que vai dar -ou polo menos isso esperamos- um novo pulo ao MDL, tanto na organizaçom interna quanto de presença na sociedade.
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Data
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29-03-2003 |
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Texto
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Vivemos tempos difíceis. É difícil manter a cabeça na língua quando a realidade parece exigir que deixemos de pensar nela. Mas talvez aí mesmo esteja o truque: talvez a realidade -e os que no-la fabricam- queira transbordar-nos para nos fazer, ou fazerem, pensar que aquilo que dantes era importante agora já nom é. Confundir as mentes das pessoas com a excusa do que resulta urgente ou imprescindível (por oposiçom, como é óbvio, ao prescindível) é, ou pode chegar a ser, mais uma estratégia. Mas o movimento reintegracionista, mesmo quando há emergências, nom se despista: em vez disso, multiplica-se. Porque há convicçons e ideias que som, por definiçom, necessariamente urgentes. É assim que o reintegracionismo tem demonstrado, ao longo dos anos, um leque de propostas e ideias bem assentes, elaboradas com conhecimento de causa e desde o conhecimento das causas e das consequências. Aqui tem dado o seu contributo o MDL, comprometido de nascença com a necessidade de levar à prática iniciativas que procurassem a naturalizaçom da língua, e que criárom escola, mesmo que às vezes tenham silenciado os nossos contributos e ideias originais. Entre outras, cumpre lembrar -até porque a memória pode atraiçoar-nos mesmo a nós próprios- algumas iniciativas que depois fôrom retomadas por outros colectivos, como a campanha polo topónimo �Galiza� do ano 96, a campanha �Português no ensino�, a proposta de instalaçom de repetidores de televisom portuguesa na Galiza em que estamos a trabalhar, e outras. É preciso falar também do que pensamos que é outro elemento identificativo do MDL nos últimos seis anos: a celebraçom de Jornadas da Língua em diversos locais e em diferentes alturas do ano. Encontram-se já próximas as históricas Jornadas da Língua de Compostela, que o MDL co-organiza; lembremo-nos das celebradas Jornadas da Corunha onde se dêrom a conhecer escritoras e escritores que depois passárom a ser nomes de referência, ou das Jornadas de Tui, e a tentativa que representam de oferecer um espaço-tempo de imersom linguística para crianças e adultos. No campo do padrom escrito, é preciso lembrarmos que fomos o primeiro colectivo onde as �piconhices� normativas fôrom deixadas de parte para instalar um clima de trabalho e confiança mútuos básicos e, agora sim, imprescindíveis, para o desenvolvimento dos nossos projectos.
Isto demonstra que temos sido capazes de gerar respostas interessantes para a questom da língua na Galiza. Contudo, nom podemos fugir à responsabilidade de nos perguntarmos porque as nossas propostas geravam uma acolhida tam positiva, e nós, como colectivo, tínhamos dificuldade em traduzir esse interesse em termos de organizaçom interna. É evidente que a transparência pública, acompanhada ou nom de informaçom parcial, de alguns processos internos que acontecêrom nos primeiros anos, bem como um discurso marcado por adscriçons políticas mais ou menos evidentes, tenhem estado na origem de este desequilíbrio entre o interesse que geravam as nossas iniciativas e certa desmotivaçom polo funcionamento organizativo. No entanto, também fomos capazes de incorporar uma atitude de ultrapassagem destes aspectos e fazer um esforço como o que nos levou a reunir, a 15 de Dezembro de 2001, numerosos indivíduos e colectivos que apoiam ou respeitam o reintegracionismo, no intuito de responder de forma unitária a um processo de que tínhamos sido banidos, e do qual tínhamos, e temos, legítimo direito a participar como cidadania da língua que somos. Foi este esforço, unido ao de muitas pessoas que vírom por fim a possibilidade de organizar o reintegracionismo de base, que possibilitou o nascimento da Assembleia da Língua, e que possibilita o actual estágio em que nos encontramos, e de que penso que podemos dizer que se caracteriza pola ultrapassagem das maiúsculas para as minúsculas: estamos prestes a ser o que era o sonho com que nascemos, uma assembleia, um movimento, um gesto de defesa contra os ataques que a nossa dignidade linguística continua a sofrer, um movimento assemblear da língua. Bemvind@s sejamos tod@s a este novo ponto de encontro, que nasce sem dúvida das cinzas de um processo de aprendizagem de todas as pessoas que temos trabalhado pola língua desde a necessidade do reintegracionismo como instrumento para a naturalizaçom dos usos.
Sílvia Capom Sánchez,
Porta-voz Nacional do Movimento Defesa da Língua (MDL)
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