Antes de mais, queremos agradecer a todas as pessoas que assistírom à V Ediçom do Festival da Mocidade, o agradecimento mais especial no entanto fica para as e os participantes do 1º Acampamento da Mocidade sem o qual este festival nom tivera decorrido da mesma maneira.
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Se bem o Festival da Mocidade nom começava até o sábado 21 de agosto, já na sexta-feira 20 dentro das actividades desenhadas polo acampamento da mocidade o ambiente na Sainça começava a tomar cor, faixas e bandeiras cobriam a modo de festa, e de reivindicaçom também, o campo da festa e da zona habilitada para o acampamento. Moças e moços de Vigo, Compostela, Lugo, Ourense, etc chegavam à Sainça com o intuito de por em comúm as problemáticas da mocidade de hoje e as estratégias para a articulaçom de um movimento juvenil galego forte e coeso. E neste sentido davam começo as primeiras mesas redondas, com importante participaçom do pessoal da Aguilhoar, a seguir no local social da Sainça tivo lugar a ceia de bem-vinda e mais a foliada com um bom ambiente que deixava entrever o decorrer do festival.
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No sábado de manhá, realizou-se um roteiro pola zona no que se pudo ver o impacto da concentraçom parcelária sofrida na Límia já faz mas de quince anos e os lugares onde esta nom chegou, nomeadamente na Sainça, pola pressom e luita do activismo ambiental do momento e o papel que jogou na altura o MEL (Movimento Ecoloxista da Limia) chegando a se encadear à Carabalha da Rocha para evitar a sua corta.
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Após o cansanço e as altas temperaturas que durarom todo o fim-de-semana houve um tempo para o relax e o descanso, uns e umhas foram dar-se um banho, outros e outras dormir a sesta, e nós ultimar todo para o Festival da Mocidade que dava começo às cinco da tarde.
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As actividades desenhadas e organizadas na íntegra pola assembleia de mulheres da Aguilhoar, juntaram um nutrido número de moças e diversos colectivos que partiparom activamenta nas mesmas. Em primeiro lugar, no local social houve umha video-projecçom de temática feminista intitulada “Normal”, a carrego do colectivo “Degenerando” e a continuaçom umha mesa redonda onde se expus as problemáticas da transexualidade.
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Ao tempo iam chegando mais pessoal pola Sainça, tanto limiao quanto ourensano, viguês ou compostelano, assim as “Lerchas” de Ourense monstarom-nos o Museu da Tortura contra as mulheres com objectivo de expor como a sociedade contemporánea trata as mulheres como objectos.
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A continuaçom e já no melhor dos entornos possíveis, no prado da Carbalha da Rocha, por volta das sete e meia, começou a conferência sob a legenda “A mulher do rural, a mulher do trabalho e a mulher nacionalista galega” com a participaçom de Carme Freire do Sindicato Labrego Galego, Estrela Ferrenho militante independentista e Esther Marinho, técinca em igualdade da CIG. Nela, com nutrida presença do pessoal do acampamento e das moças da Aguilhoar, conheceram de primiera mao a expreriência de tres mulheres feministas e militantes em diferentes ámbitos de trabalho político-social.
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A esta hora no campo da festa congregava-se o pessoal e num ambiente festeiro e reivindicativo achegava-se a hora da ceia, churrasco assado, que ficou escasso polo volume de pessoas que assistiram ao mesmo. Por volta das once da noite um emotivo “Aquelarre de Bruxas” no que participaram moças dos diferentes coletivos.
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Logo à seguir tiverom lugar os concertos, no primeiro os estradenses os Esquios, punk-rock con outras influências por medio, animarom ao público e fixeram dançar às e aos alí congregada, mas também tiveram um momento de surpresa quando saltou a cantar o tema “Terra Chá” o Leo, presente entre o público levantando grandes ovaçons.
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Após o primeiro dos grupo, tivo lugar o acto político no qual responsáveis pola assembleia de mulheres da Aguilhoar, subirom ao cenário com umha faixa com a legenda “Nem guerra que nos mate, nem paz que nos oprima”, lendo um intenso manifesto que pretendeu re-lançar a necessidade da luita feminista e contra o patriarcado, entre berros de “sem as mulheres, nom há revoluçom”, “Galiza ceive” ou “independência”.
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Em segundo lugar, actuarom os Skandalo GZ de Ponte Areas com um ska-rock mui contundente nas letras e com um forte compromisso social, deixando bem contente ao pessoal. E por último, os Post Mortem, música agresiva e subversiva puxerom fim à quinta ediçom do festival da mocidade, se bem, ainda a pinchada musical no local social da Sainza demorou até altas horas da madrugada.
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Só mais umha cousa, agradecer o pessoal e esperamos-vos para a VI Ediçom. .OBRIGAD@S!!!
As últimas novidades do V Festival da Mocidade organizado pola Aguilhoar o próximo 21 de Agosto na Sainza som a participaçom do colectivo ourensano de mulheres "As Lerchas" dentro das actividades que a assembleia de mulheres do centro social está preparando no marco de debate que esta ediçom se dedica ao feminismo e a luita anti-patriarcal, que centrarám a sua intervençom na apresentaçom do Museu da Tortura contra as mulheres com objectivo de expor como a sociedade contemporánea trata as mulheres como objectos, desde a experimentaçom cientista, a planificaçom e direcçom dos seus própios partos, as principais tecnologias do género que estenderam um modelo sexual de mulher, a “mulher fatal”, dedicada por inteiro à procura do pracer genital do homem, bem por manipulaçom bem por vício, e invisibilizando, deste jeito, qualquer outro tipo de relaçons e práticas sexuais que nom tivessem o falo como centro de atençom dos jogos eróticos, bem como a doutrina moral retrógrada e genocida imposta pola Igreja Católica (“mulher-anxo”).
Os próximos dias 20, 21 e 22 de Agosto decorrerá o 1º Acampamento da Mocidade em Rairiz de Veiga aderindo às actividades do V Festival da Mocidade e ampliando ainda o leque de actividades, assim moços e moças rebeldes e combativos de todo o País juntaram-se de maneira auto-organizada num encontro nacional, onde a pluralidade tanto temática, ideias, gostos e desportos, permita a participaçom da mocidade que está chamada a erguer nas próximas decadas um projecto de luita e liberaçom para o País.
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Da Aguilhoar encorajamos a todas e todos os jovens da Límia rebeldes e inconformistas a participarem no ciclo de actividade organizadas pola comissom do Acampamento e somar esforços na contsruiçom de umha outra Galiza.
Crónica de Causa Galiza.- A manifestación unitaria do soberanismo galego no Día da Patria, convocada por cuarto ano consecutivo por Causa Galiza, mostrou o froito da intensa campaña divulgativa que realizou a iniciativa por todo o país, superando amplamente a asistencia a anteriores convocatorias. Case 3000 persoas acudiron á marcha unitaria, que saiu ás 13:30 horas da Alameda de Compostela baixo o lema “Para enfrontarmos o capital, aquí e agora soberanía nacional” e rematou na Praza do Toural, onde se deu lectura a un manifesto no que se destacou o papel do dereito de autodeterminación para solucionar os problemas socioeconómicos do país.
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Contra as 13:30 horas saiu da Alameda de Compostela a manifestación da Causa Galiza, convocada por cuarto ano consecutivo, encabezada esta vez por unha faixa coa lenda “Para enfrontarmos o capital, aquí e agora soberanía nacional”, que portaban membros da portavocía e militantes da iniciativa. A marcha soberanista rematou ás 14:30 na Praza do Toural, tras percorrer sen incidentes varias rúas da capital galega cunha numerosa e intimidatoria presencia policial.
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O acto político do Toural, que foi presentado polo cantautor punk Leonardo F. Campos, comenzou coa lectura dos apoios das organizacións internacionais e a actuación dos músicos galegos Mini e Mero. De seguido, o membro da portavocía Pedro Alonso leu o manifesto, no que se afirma que “conquistar para Galiza o dereito de autodeterminación é conquistarmos a ferramenta que nos permitirá construír no noso País o modelo socioeconómico que a maioría social precisa”. Por último, Charo Lopes, tamén integrante da portavocía, lanzou unha arenga denunciando, no tocante aos recurtes realizados coa excusa da crise económica, que “están a refundar o capitalismo a costa das nosas vidas”. Advertiu tamén, contra os recurtes de dereitos por parte do Estado Español, que “a nós non nos vale a legalidade do Estado, válenos a lexitimidade do pobo”. O acto político foi fechado co canto do himno nacional.
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As case 3000 persoas que acudiron ao chamado de Causa Galiza demostran o éxito da ampla campaña divulgativa do dereito de autodeterminación que ao longo do pasado ano realizou a organización por todo o país, conseguindo a maior asistencia a unha manifestación soberanista nos últimos anos. Causa Galiza demostra así a forza crecente da defensa do dereito da cidadanía galega a decidir o seu propio futuro, unha reclamación irrenunciábel do noso pobo que entronca coas necesidades económicas, culturais, lingüísticas e sociais do país.
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O manifesto lido na Praza do Toral advertiu ás persoas asistentes o inútil de esperar “atopar nunha ou noutra administración autonómica as solucións do noso pobo” xa que residen “en facerse soberano do seu propio destino liberándose día a día das cadeas que o asoballan”. Este é o traballo para o que “Causa Galiza veu desenvolvendo un humilde mais contante traballo de socialización do dereito de autodeterminación”.
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Ao remate da manifestación, a iniciativa vai realizar tamén a xa tradicional romaría popular no parque de Belvís, onde van ter lugar debates políticos sobre os movementos autodeterministas no Estado Español, a relación da crise coa reivindicación soberanista ou a situación da lingua galega. O programa compleméntase ademais con presentacións de libros, competicións de billarda e fútbol e actividades para os nenos e nenas. A partir das 21:00, por último, vaise celebrar un concerto coas actuacións de Projecto [‘trepja], Labregos no tempo dos Sputniks e Fracasados de antemano.
Quando se vai cumprir uma semana da vitória da seleção espanhola de futebol no Mundial da África do Sul, seria pertinente deitarmos uma série de reflexões sobre o quê o inegável sucesso espanhol supõe para o nosso país que em breve viverá mais um dia da Mátria com os piores dados de desemprego e precariedade de sempre.
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Reconheciam no jornal espanhol El País, a dous dias de a final do Mundial se jogar que as implicações de um desporto tão internacionalizado como o futebol, vão além da simples interpretação desportiva, o se quiserem psicodesportiva, atingindo todo um leque de repercussões identitárias; na ausência de legitimidades aglutinadoras mais coesas e consensuadas, por quê não concordar em torno a um jogo inocente e descontraído como o futebol é?
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Acontece, porém, que a pureza do jogo, não é tal, se repassarmos a persistente presência mediática do que afinal, nem é mais do que um jogo, quem deter unanimidade, legitimidade, não precisa tal adulação, dirá o observador menos atraído, mas é quê, na verdade, precisa-o.
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A inequívoca identificação da bandeira espanhola nem só com a restituição bourbónica mas com o défice democrático assumido pacificamente polo centro e a direita política do Estado, precisa de movimentações acríticas, espontâneas e massivas, cujo epicentro ideológico desvirtuem, por quantidade, qualquer uma crítica que se lhe colocar.
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A bandeira espanhola foi no imaginário popular colocada à par de atitudes fascistas, não por acaso mas por realidades fatuais, empenhada como esteve em ser a representação da exclusão, a intolerância e a irracionalidade, determinar agora a sua valia por um acontecimento desportivo, é, pelo menos, irresponsável.
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Por seu turno, resulta antes bem, curioso, que aqueles que tenhem denunciado a "politização" que o independentismo faz do evento desportivo, sejam os primeiros a reconhecerem as implicações identitárias que o evento tem "lo que nos une", dirão alguns. Ainda estamos na hora de decifrarmos quão desportivo o termo "identidade", mas sabemos que vai além da coutada ideia desportiva.
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Há quem diga, também no terreno identitário-desportivo, permita-se-nos a agrupação de ambos os termos, que não por apoiar à Espanha, não se deixa de ser galego. Da Aguilhoar não entendemos de pureza racial, portanto, não contrariamos tal afirmação, mas revela-se-nos um bocado contraditório assumir tal discurso; "La Roja", que parece com que representasse milhares de galegos, representava por sua vez a RFEF, a qual tem elevado inúmeros vetos junto da FIFA, para que as selecções nacionais do Estado sejam impedidas de competir a nível internacional (um veto "muito desportivo" este), logo, continuamos a ver lógico o apoio "incondicional"à seleção espanhola, sabendo quê representa a um organismo que impede qualquer hipótese da seleção galega competir internacional??
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Da Aguilhoar, consideramos que cumpre é assumir a artificialidade programada do sentir identitário como uma vitória não de La Roja, mas do Estado, incapaz de articular um modelo de coabitação entre nações, cuja vontade de liberdade não se apaga mesmo que queira.
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Aproveitamos para nos solidarizar com os CS's Mádia Leva de Lugo, e a Revira de Ponte Vedra, alvos estes dias do extremismo espanholista mais raivoso. . .Saúde, Viva a Mátria Galega! Viva o Povo Trabalhador!
Mais um ano a plataforma Causa Galiza convoca sob a legenda “Para enfrentarmos o capital, aqui e agora soberania nacional” umha marcha unitária para o 25 de Julho em Compstela.
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Manifestaçom que vai sair às 13:00 da Alameda, e que por primeira vez vai incluir também um concerto. Ademais, a inciativa apresentou um manifesto de apoio, assinado por numerosos vultos da sociedade, a cultura e o mundo sindical galego.
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A apresentaçom pública dos actos decorreu no adro de Sam Martinho Pinário, Compostela, o passado dia 10 de julho, a carrego de Leonardo F. Campos (O Leo), um dos assinantes do documento, que deu leitura o manifesto no que se afirma que “a superaçom do marco jurídico-político espanhol, baseado fundamentalmente na Constitución Española e no Estatuto de Autonomía, tem que vir do exercício inalienável do direito de Autodeterminaçom”. O cantautor punk quixo sinalar que se prestara a facer de voceiro dese manifesto porque “é a primeira vez que me sinto identificado e ilusionado cunha iniciativa”. Também Charo Lopes, membro da porta-vozia, destacou os esforços de Causa Galiza por “incidir nas relaçons entre a luita autodeterminista e a actual situaçom económica”, reflectida no lema deste 25 de Julho. Assim mesmo, avançou o programa de actos da organizaçom para este Dia da Pátria. Ao remate da manifestaçom, a iniciativa vai realizar o já tradicional jantar de convívio no parque de Belvis”.
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Da Aguilhoar animamos a todas e todos, nomeadamente aos e às limiás, a participarem na reivindicaçom nacional do nosso país após a voragimem espanholista que inundou as nossas ruas e vilas na recente Taça do Mundo de futebol, na qual o espanholismo nom desaproveitou, mais umha vez, o desporto para reconquistar terreno da sua suposta "Espanha", negando os direitos das nossas seleçons nacionais.
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Também no 24 de julho, dia por excelencia da mocidade independentista, nos somamos aos diferentes actos convocados polas organizaçons juvenis AMI e Briga.
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25 de julho: Dia da Pátria Galega .25 de julho: Dia de Luita .Viva Galiza Ceive e Socialista!!
Em andamento umha nova ediçom do Festival da Mocidade, organizado pola Aguilhoar, com o intuito de oferecer a todas as e os limiaos um espaço lúdico-reivindicativo que este ano terá como novidade a sua localizaçom na SAINZA (Rairiz de Veiga) e cujo tema de debate central será o FEMINISMO.
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5 ANOS DE FESTIVAL!!
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Este ano cumprimos já cinco anos desde aquela primeira experiência em Vilar de Santos no ano 2006, data muito especial que confirma já este evento como fixo no calendário de verao de muitos e muitas jovens que acreditam numha outra Galiza.
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Embora o calendário de actividades nom esteja fechado, podemos adiantar parte da agenda desta quinta ediçom. Assim a Sainza acolherá diferentes actividades com temática arredor do feminismo e a luita anti-patriarcal, como um encontro de colectivos feministas, exposiçons, jogos, teatro de rua, etc, bem como umha grande comida popular, à que animamos a todas e todos a participarem, com acompanhamento musical e, por último, os concertos musicais, que neste ano combinaram grupos conhecidos por tocarem com sucesso em ediçons anteriores, como Os Esquíos e Post Mortem, e a novidade do grupo de hardcore viguês, Sem Resposta. Ainda, a festa continuará no local social da Sainza no que haverá pinchada de música galega até nos cansar.
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DISPONÍVEL NA REDE BLOGUE DO V FESTIVAL DA MOCIDADE
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Disponível na rede um blogue que irá informando de toda a actualidade do V Festival da Mocidade bem como o programa completo e as possíveis modificaçons do mesmo!!!