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IV Congresso Internacional de Língua, Cultura e Literaturas Lusófonas: Galiza, Portugal, Brasil, PALOP, Timor celebrado em Santiago de Compostela
IV Congresso Internacional de Língua, Cultura e Literaturas Lusófonas: Galiza, Portugal, Brasil, PALOP, Timor. Em homenagem a Azevedo Ferreira, Houaiss e Marinhas del Valle. Santiago de Compostela. 13 a 15 de Setembro de 2000 Conclusões do Congresso
- Solicitar a implementação para já do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, negociado na Academia das Ciências de Lisboa em 1990, que unificou as variantes todas do nosso diassistema, uma Ortologia ou Ortofonia Comum e uma Dicionarística com transcrição fonética, o mais comum possível para toda a Lusofonia: Galiza, Portugal, Brasil, PALOP, Timor, etc., eliminando o diferendo actual lusobrasileiro e normalizando o português da Galiza.
- Preparar uma Política Comum de Língua da Lusofonia nas NTI �Novas Tecnologias da Informação- de maneira a evitar as derivas (drifts) da língua, e manter a sua unidade estrutural, tanto no sentido diacrónico como sincrónico, por ser a Língua Portuguesa uma das mais importantes a nível mundial, 2ª das românicas de carácter internacional intercontinental. O estudo da Língua Portuguesa na nova Sociedade da Informação, das Novas Tecnologias, da Força da Língua, da Terminótica, das Indústrias da Língua, do Português como Recurso Económico, Engenharia Linguística, etc. Devem ser prioritários já no novo milénio, ao ser língua falada por 240 milhões de pessoas em todo o planeta (UNESCO).
- Promover a afirmação da Língua Portuguesa como língua oficial e de trabalho nos organismos internacionais CPLP, UE, OEA, OUA, ONU, etc. E ainda SADC, CEDEAO, CEEAC onde coexistem países de língua portuguesa com outros países de outras línguas, tendo presente que o inglês é a primeira interlíngua mundial, o espanhol a segunda, e o português a terceira, das europeias de cultura. A afirmação do Português como interlíngua de dimensão internacional e intercontinental é pois prioritária no III Milénio.
- Promover o intercâmbio cultural e científico entre os países lusófonos: Galiza, Portugal, Brasil, PALOP, Timor, etc., a troca de projectos I+D, e de pesquisa e investigação, entre os Departamentos e Cátedras de Português, Leitorados, etc., além de entre ONG -organizações não Governamentais- lusófonas.
- Que a política de actualização e as reformas ortográficas sejam competência exclusiva das Adademias ou organismos similares, sem interferência dos poderes políticos, como acontece no caso do espanhol, etc., a fim de assim não serem gorados os Acordos Ortográficos que se foram negociando.
Santiago de Compostela, 15 de setembro de 2000 (Aprovado pelos congressistas) Addenda às conclusões
- Propõe-se também que os Governos da Galiza e da Espanha introduzam no sistema educacional estudos de língua portuguesa, por ser a segunda língua românica no mundo e a terceira europeia de cultura de dimensão internacional e intercontinental. Por ser a língua portuguesa a da Galiza deve usar-se esta, no ensino das diferentes disciplinas, sem prejuízo do ensino da língua castelhana como segunda língua instrumetal, e do inglês por ser língua fundamental nas novas tecnologias, na actual sociedade da informação, além doutras línguas europeias de cultura de dimensão internacional, que são imprescindíveis aos cidadãos no actual momento histórico.
Santiago de Compostela, 15 de Setembro de 2000 (Aprovado pelos congressistas) |