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O porta-voz do MDL resume o debate acerca da língua na Casa Encantada organizado pela AMI, participando uma pessoa desta organização e o próprio porta-voz do MDL
Esta sexta 19 de Dezembro realizou-se no novo local da Casa Encantada uma conferência-debate organizada pela AMI onde participaram Miguel Garcia, representante da organização convocadora e Luís Fontenla, o Porta-Voz do Movimento Defesa da Língua. Arredor de trinta pessoas assistiram ao acto, onde se expus da nossa parte o percurso histórico do MDL, fez-se uma crítica às análises vigorantes acerca da língua do País e colocamos propostas para uma nova análise da situação da língua. É importante informar de que não se conformou como mais um debate qualquer em que a exposição simplesmente parabenizasse o labor dum e doutro colectivo. Muito pelo contrário o debate foi muito vivo e colocaram-se entre as questões de maior discrepância e relevância para uma nova análise da planificação linguística, a discussão entre lingua como identidade ou língua como ferramenta. A participação do público foi também de grande interesse na contribuição para o debate num ou noutro sentido, entendendo como prioritária bem a função identitária, bem a utilitária. Do Porta-Voz afirmou-se o MDL não ter renunciado a nada dos seus trabalhos e ópticas anteriores, mas explicou-se termos acrescentado uma nova óptica que o nosso Conselho aprovara em Setembro como prioritária para a planificação deste ano 2004: Ofertar a língua como ferramenta útil; introduzir o português na Galiza deixando um bocado apartada a função de consciencialização arredor da galeguidade e o protesto face ao domínio linguístico espanhol. Da AMI reivindicou-se a necessidade prioritária da identidade e a defesa da língua só dessa óptica, o que propiciou um debate muito rico. Colocaram-se como exemplos o caso da Irlanda ou País Basco como exemplos de fracasso/sucesso da função identidade na normalização, e se colocaram dados acerca das razões que levam os alunos das Escolas Oficiais de Idiomas escolher o Português para aprender (70% por razões laborais na EOI em Vigo). Também houve espaço para falar da problemática dos neo-falantes e da necessidade de dotar a sociedade de verdadeira competência linguística face à competência virtual que acreditamos ter. Ainda, levantou-se a questão do tópico de ser só através do aumento do nacionalismo/independentismo que se consegue progredir na normalização. Poder-se-ia concluir o debate afirmando que uma visão como a outra são necessárias para a conformação de Políticas Linguísticas eficientes no caminho da normalização da nossa língua na procura do monolinguismo social e a reintegração linguística. Assim, de nada serve um povo consciente de si próprio que desconhece e não domina a sua língua como também de nada serve para o caso galego uma situação onde a competência linguística fosse total, mas não tivesse uma função de identidade face à imposição linguística do espanhol. Do MDL agradecemos o convite para o debate e parabenizamos a AMI por terem iniciado o andamento da sua organização na temática da língua com uma campanha que, certamente, contribuirá para que muitos jovens acheguem às razões do problema, e escolham um outro futuro para a nossa língua e País diferente do que planificam de Madrid ou Bruxelas. Também não podemos deixar de mostrar o nosso maior interesse em que debates tão frutíferos como este continuem, deixando de lado debates normativos e análises atrasados, que como ficou patenteado na exposição dos dois colectivos conseguimos, finalmente, superar. Luís Fontenla, Porta-Voz do MDL |