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Encontramo-nos hoje na vila de Oleiros diferentes colectivos e pessoas unidas arredor de uma ideia comum: defender a língua do nosso País. Participamos neste festival convencidas de que o galego tem futuro e que não é neste século que a Galiza vai deixar de falar a língua que representa o cerne da nossa identidade.
Sabemos que temos todo o direito de viver com dignidade por falar galego e que é positivo para toda a gente recuperar o lugar que o galego merece, o da língua geral de comunicação em todos os âmbitos das nossas vidas.
Também hoje aqui queremos confirmar mais uma vez que a nossa língua e a nossa riqueza cultural estão em perigo. Os últimos dados sobre os usos do galego confirmam as teses de quem sempre estivemos contra o chamado bilinguismo harmónico desenvolvido na era Fraga.
O fracasso anunciado dessa política pôs em maior perigo o galego, a pesar dos possíveis avanços legais e burocráticos que existiram nestes últimos vinte anos.
E nós, como outros colectivos que também defendem a língua temos numerosas ideias, alternativas e soluções para começar a trabalhar numa recuperação da dignidade e dos nossos direitos linguísticos, queremos aqui negar rotundamente que isso seja algo impossível de solucionar.
A convocatória deste Festival tem por legenda Galiza, é o nome do País, porque acreditamos em que não podemos estar à espera de que se normalize a situação do galego por si só, nem se recupere a língua se não avançamos em determinadas reivindicações, simbólicas, mas que marcam o rumo para onde queremos caminhar.
Porque para nós Galiza é o nome do País recuperado pela geração Nós a princípios do século XX, o nome mais usado nos documentos medievais galegos, o nome correcto do nosso país ao outro lado do rio Minho, o nome usado durante gerações de defensores do galego para reivindicar a dignidade da nossa cultura nacional.
Por isso, sentimo-nos na obriga de não esperar mais tempo para recuperarmos Galiza como único nome do País em galego.
As nossas esperanças, a nossa confiança no futuro da língua, passam por este nome que nos une, que regenera a nossa cultura, e que nos devolve capacidade de decisão sobre o que nossa língua e a nossa cultura devem ser a quem defendemos o galego desde a base da sociedade. Coordenadora Galega de Centros Sociais: (Este manifesto foi lido pelo Professor Isaac Alonso Estraviz na abertura das actividades do Festival)
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