Do MDL decidimos esperar até que fosse oficialmente perguntada a nossa opinião ao respeito para enviar a citada proposta. Meses antes o MDL enviaramos uma petição à Comissão de reforma estatutária em que solicitávamos participar para expor uma proposta reintegracionista para que o estatuto pudesse servir para melhor defender a língua da Galiza.
Foi em 1 Junho de 2006 que a Comissão decidiu finalmente convidar o MDL a dar a sua opinião que agora faz pública o nosso colectivo.
Aproveitando o trabalho prévio realizado em 2004 a este respeito entre Amizade Galiza-Portugal, Associaçom Galega da Língua e o próprio MDL, e finalizadas amanhã as audiências da Comissão o MDL considera que é o momento oportuno para enviar oficialmente à Comissão a seguinte proposta, que foi apoiada publicamente por mais de 100 pessoas, para que o grupo de trabalho parlamentar tenha em consideração este documento à hora de elaborar o texto do novo estatuto.
O documento, breve e claramente explicativo da posição galeguista do reintegracionismo assenta em três ideias-eixo para serem defendidas no novo estatuto.
Em primeiro lugar a referência explícita a galego e português serem dois nomes da mesma língua, consideração que, sem entrar no tema do conflito normativo, parece imprescindível à hora de dotar a Galiza de ferramentas legais que ajudem a melhor defender o galego nacional e nternacionalmente. Assim, a definição proposta para o artigo 5
Galego ou português é a língua da Galiza é considerada a melhor possibilidade de definição da língua usando o seu nome internacional e reconhecendo as suas potencialidades, sem por isso esquecer que é a língua do povo galego.
A proposta defende também como segunda ideia-eixo a necessidade e obrigatoriedade de o corpo de funcionários que trabalhem na Galiza terem a obriga de saber a língua do seu público para poderem aceder ao seu posto de trabalho, de maneira a evitarmos as discriminações actuais nos âmbitos administrativos (Justiça, Administração Pública, Saúde, ......) conhecidas de todos/as.
Como terceira ideia-eixo, a proposta defende a plena competência do Governo Galego em matéria audiovisual e das telecomunicações, pois no entender do MDL a autonomia legislativa nas telecomunicações é imprescindível para poder defender o galego e simplificar a adopção de medidas legais que normalizem a situação do galego nos meios de comunicação de difusão pública. Através desta última ideia-eixo, propõe-se a capacidade de poder legislar desde a Galiza a recepção de televisões doutros estados que usam a língua da Galiza (nomeadamente as televisões portuguesas e brasileiras).
A proposta enviada pelo MDL pode ser consultada na página web www.proposta2004.tk(desactualizado),
ou em
indymedia galiza