Entre os assinantes o ex-parlamentário José Posada; Sociolinguistas como António Gil, Celso Álvarez Cáccamo, Mário Herrero e Xavier Vilhar; empresários como José Ramom Pichel, José Posada Enríquez e Ângelo Cristóvão. Professores catedráticos: Maria do Carmo Henríquez e Maria-José Azurmendi. Pedagogos: José Paz e Ana Mª Nóvoa Gil. Tradutores e terminólogos: Carlos Durão e Manuel Leal. Arquitectos: Olga Albarrán e Heitor Lopes. Jornalistas: J. B. César e Carlos Barros. Editores: Vítor Domingues e Rudesindo Soutelo; filólogos, cientistas, engenheiros, farmacêuticos, estudantes, funcionários, cozinheiros, investigadores, consultores, compositores, biólogos e docentes, todos assinantes do citado requerimento, defenderam em abaixo assinado a proposta destas associações.
Na proposta manifestam que «A língua da Galiza, o galego, sob o nome de português, já é língua oficial do Parlamento Europeu» e defendem que os cidadãos galegos podem usá-la, desde já, perante as instituições europeias.
Um dos exemplos em que se baseia a defesa desta proposta é representado pelos ex-eurodeputados galegos que, durante as anteriores legislaturas, decidiram usar, oralmente e por escrito, a língua da Galiza nas suas intervenções: os Sres. José Posada e Camilo Nogueira.
Como ressaltam AMIZADE e MDL, os Sres. José Posada e Camilo Nogueira (ver
aqui), que falaram e escreveram habitualmente o português (galego) com sotaque e léxico da Galiza, foram traduzidos com normalidade para as outras línguas pelos funcionários que no Parlamento Europeu realizam traduções da língua portuguesa.
Segundo estes colectivos, os intentos do governo espanhol por promover, nas instituições europeias, a existência de um grupo de tradutores e um corpus de textos galegos diferenciados dos existentes em português poderia ser uma tentativa de legalizar no espaço europeu a castelhanização do galego que vêm praticando certas entidades na Galiza durante as últimas décadas.
Os organismos europeus que legitimassem o separatismo linguístico do galego, não estariam a reconhecer nenhum novo direito aos cidadãos da Comunidade Autónoma da Galiza -que já podiam endereçar-se às instituições europeias na sua língua-, mas favoreceriam em troca os interesses expansionistas do castelhano em prejuízo da língua da Galiza, e abre o caminho para a desagregação de línguas nacionais faladas em diferentes estados.