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Intenção do Governo Galego de implementar activamente a presença de matérias optativas de língua e cultura portuguesa é segundo esta associação muito apropriada.
O MDL, à luz das notícias publicadas nos últimos tempos pelos jornais decidiu requerer uma entrevista para solicitar informação oficial da Conselharia acerca da introdução do português na secundária.
Para esta associação, que desde o ano 1998 recomenda a introdução generalizada do português como matéria optativa na secundária, a intenção do Governo Galego de implementar activamente a presença de matérias optativas de língua e cultura portuguesa é muito apropriada.
Segundo esta organização, só a inoperância do anterior governo em matéria linguística pode explicar que a Extremadura poda ser o referente do estudo de português nas escolas do Estado Espanhol, com mais de 6.000 alunos.
Galiza com um intercâmbio laboral, económico, empresarial e social cada vez maior com Portugal, no quadro da euro-região Galiza-Norte de Portugal, possui uma oferta de ensino de língua portuguesa claramente insuficientes à luz desta realidade.
Por isso, o MDL quer mostrar o seu interesse em receber dados da Conselharia, assim como oferecer-se, com os recursos disponíveis, a contribuir no que for preciso para que esta actividade governamental vaia adiante.
Assente em dados económicos e sociais, na existência da euro-região e na cada vez maior comunicação entre a sociedade galega e portuguesa, o estudo de português na Galiza, segundo o MDL, não pode deixar de ser considerado com altamente útil e rentável, oferecendo uma formação proveitosa, não só para o mundo laboral no quadro da Europa, mas para a própria comunicação interpessoal. Não é para menos, que segundo dados oferecidos pelos meios de comunicação, o primeiro colectivo imigrante no nosso País é o dos cidadãos portugueses e que cada vez mais galegos são trabalhadores transfronteiriços na Euro-região.
Quer por interesse em ajudar a defender um património culural comum, como o apresentado perante a UNESCO, quer pela própria utilidade e rentabilidade económica da sua aprendizagem, a sua introdução generalizada como optativa, é, segundo este colectivo, um dos melhores acertos que a administração galega poderia efectivar em matéria de línguas. |