Foi em Janeiro de 2006 quando o MDL iniciara os trámites burocráticos habituais para a alteração de dados referentes a Junta Directiva e endereço social. Depois de vários meses e um recurso administrativo hoje conseguimos que a Direcção de Interior do Governo Galego reconhecesse a legalidade vigente que permite que as entidades culturais da Galiza não tenham obriga de preencher escritos no chamado galego oficial.
Os formulários apresentados, escritos na sua totalidade numa escrita etimológica divergente da grafia castelhana, foram finalmente aceites como correctos pela administração.
Se num primeiro momento recebemos como resposta uma exigência de entregar os documentos em galego chamado normativo em relação a que na lei 3/1983 se asinala que
nas cuestions relativas á normativa (...) estimarase como criterio de autoridade o estabelecido pola Real Academia Galega depois das nossas alegações a administração teve que reconhecer o nosso direito a não estar sujeitos a leis de caracter interno da própria administração.
Por isso, depois desta victória administrativa fazemos públicos os documentos modelo para que outras organizações escrevam com normalidade na nossa língua. Do MDL solicitamos a todos os colectivos de defesa do galego que, se ainda não o fizeram, passem a escrever com total normalidade os documentos relacionados com trâmites administrativos em qualquer grafia que aproxime o galego da sua variedade internacional, o português.
Toda vez que a Direcção Geral de Interior do Governo Galego reconheceu que o seu excesso de zelo a respeito do uso da normativa não era aplicável no caso de entidades externas ao âmbito estritamente administrativo todas as entidades que defendemos a língua podemos agir em consequência .
Notícia no Conselho da Cultura Galega