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Comunicado do MDL convidando a se integrar no próprio Movimento. Recuperado de uma notícia aparecida em ANT, digitalizada pelo Celso A. Cáccamo (obrigado!).
Este escrito pretende ser um chamamento ao reintegracionismo em geral com o fim de aglutinar as forças de dito movimento, integrando-as no projecto do MDL, e assim manter um ponto de referência, uma luz acesa que ilumine o caminho que tem de seguir todo o bom galeguista: a integração dentro do diassistema linguístico e cultural lusófono. É, portanto, a defesa de um galeguismo pleno, o fim de um processo longo e paulatino que supõe derrubar dentro do nosso esquema mental a fronteira política entre a Galiza e Portugal. E a partir de aí, de este continuum, reconstruir a nossa identidade cultural, ocultada e deteriorada polo projecto nacional espanhol. Este modelo procurado polo MDL distancia-se do promovido polas instituições oficiais do nosso país (que é também o defendido hoje polo nacionalismo político [1]). O que pretendem é levar a cabo um projecto legitimizador da norma linguística e de um modelo político-cultural isolacionistas. O facto de adoptarem para a língua galega a ortografia e o modelo morfo-sintáctico do espanhol implica difundir uma língua e uma cultura que seja facilmente compreensível e assimilável para Espanha (não Hispania) e para os espanhóis. Com isos permite-se que o passo do tempo acrescente a influência do espanhol sobre o galego. Perante este panorama que acabamos de descrever, o papel que cumprimos hoje no MDL é de caracter didáctico. Então, é preciso interactuar com a sociedade galega, tendo uma atitude aberta, fomentando o diálogo; dando a conhecer a cara oculta do galeguismo: Carvalho Calero, Viqueira, Marinhas del Valhe, para que todo galego tenha a informação necessária e poda madurar um novo achegamento à nossa cultura, apresentando-lhe ante os olhos um mundo cultural fértil e extenso, abrangendo a Galiza, Portugal, Brasil e todos aqueles países de África e Ásia que tenhem como língua oficial o português (PALOP). Esta é uma verdadeira fórmula de vida, não de esmorecimento, limitando-se a espaços geográficos e políticos concretos. Para os interesses mencionados queremos contar com a ajuda de todas aquelas pessoas que se podam aderir a este galeguismo, tomado com toda a sua plenitude, procurando superar os escolhos do reintegracionismo histórico. Evitemos então o sectarismo, procurando achegar-nos à sociedade. E não reproduzamos esquemas herdados do jogo político tratando de impor um critério determinado, bem de caracter linguístico (dicotomia ão/om), ou político (nacionalismo galego/nacionalismo português). Não esqueçamos, como já temos dito, que o MDL tem um projecto sério, de caracter formativo e de base, fazendo fortalecer os alicerces para que o povo livremente evolua. Actualmente no MDL estamos levando a cabo uma série de projectos que pretendem divulgar e dinamizar o reintegracionismo. Necessitamos da tua colaboração. Para qualquer informação, dirige-te ao apartado de correios 27 de Tui, CP 36700. Luís Maçãs Lôpez Porta-Voz Nacional do MDL [1] Esclarecemos que as forças maioritárias do nacionalismo galego defendem um jeito de isolacionismo (a chamada norma oficial estendida, já que cada vez tem menos presença a normativa de concórdia) como um passo intermédio. Mas ao seguir uma dinâmica na que se corre o risco de perder o norte cara ao reintegracionismo; considerando este um movimento fracasado, inviável e com pouco rendimento político, este passo intermédio, muito possivelmente ficaria em ponto final. |