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Primeiro acto público da Comissão Promotora da Academia Galega da Língua Portuguesa no salão de actos da Faculdade de Filologia da Universidade de Compostela, 08 OUT 2007 
O evento inaugural da AGLP foi apresentado polo catedrático de filologia portuguesa e Presidente da Comissão Linguística da AGAL, Prof. Dr. José Luís Rodrigues, que numas breves palavras soube desenhar a essência do acto a realizar. O Professor da Universidade de Vigo e porta-voz da Comissão Promotora da Academia Galega da Língua Portuguesa, Prof. José Martinho Montero Santalha, fez um formoso e breve pormenor biográfico do professor Evanildo Bechara, da Academia Brasileira de Letras, em que ocupa actualmete o posto de Tesoureiro, e repassou a sua importante obra com um especial destaque para a sua Moderna Gramática Portuguesa, que vai na sua 37 edição, revista e ampliada.
O Professor Evanildo Bechara, tratou na sua intervenção dous interessantíssimos assuntos, a história da Academia Brasileira das letras, fundada no ano 1886 no Rio de Janeiro, e que teve de primeiro Presidente a Machado de Assis até o seu falecimento em 1908, do vocabulário ortográfico da Academia, do papel de António Morais Silva, o seu dicionário e a relação com a ABL, dos objectivos actuais e da disponibilização de recursos; da sua composição, os trabalhos que nela se fazem, a incorporação da componente linguística e filológica de forma indirecta, etc. Passou logo o professor a falar dos problemas do Acordo Ortográfico, e fez um repasso das distintas tentativas de fazer um acordo ortográfico entre o Brasil e Portugal. Disse o professor que o português tem em toda a parte uma mesma morfossintaxe e mais de 90% de coincidência prosódica e, infelizmente, com menos de 10% de discrepância fonológica, fazemos grandes problemas. Por último, salientou a importância de conceber a Lusofonia como uma unidade na diversidade. Anunciou que vai propor à Academia Brasileira de Letras um alargamento a toda a lusofonia, e defendeu a necessidade de essa instituição prestar uma maior atenção à Galiza. A Catedrática da Universidade de Vigo, Maria do Carmo Henriquez Salido, fez a apresentação do professor Malaca Casteleiro, da Academia das Ciências de Lisboa, repassando a sua importância no campo da lexicografia e na elaboração do dicionário da Academia das Ciências de Lisboa, a sua relação pessoal com Casteleiro, um «firme e ferrenho defensor da unidade da língua». Começou o professor Malaca agradecendo o convite da Associação de Amizade Galiza-Portugal, e saudando a iniciativa de criação da Academia Galega da Língua Portuguesa, como um facto fundamental para a consideração da Galiza devidamente inserida no âmbito da Lusofonia. As palavras do professor mergulharam-nos em dous projectos lexicográficos nada contrários entre sim e complementares: o dicionário da Academia de Ciências de Lisboa, com 70.000 unidades lexicais, onde se incorporam Brasileirismos, africanismos e asiatismos e, por outro lado, o dicionário Houaiss do Instituto António Houaiss, com 218.000 unidades léxicas, onde se recolhe o português dos séculos XVI a XX. Depois de anuncir que no futuro vai haver nova edição do dicionário e que os galeguismos poderiam também ser a ele incorporados, delineou uma história da Academia das Ciências de Lisboa e a história dos seus dicionários ou tentativas de dicionários e como o seu processo e génese foi difícil. Tratou logo o assunto do acordo ortográfico, e os problemas que enfrenta ao ser a ortografia «um campo da soberania política» no mundo lusófono. Manifestou-se bastante pessimista sobre a possibilidade de o acordo vigorar em Portugal no curto prazo e realizou uma revisão da história dos acordos ortográficos, complementado nalguns aspectos a magnífica exposição do professor Bechara. Notícias sobre a Academia nos média: |