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À Atenção dos meios de comunicação, O Movimento Defesa da Língua dirige-se aos meios de comunicação depois do artigo de opinião publicado por Dolores Valcarcel no suplemento de Lecer do Galicia-Hoxe a dia 28 de Outubro de 2007.
Vistos os ataques proferidos pela autora contra a decisão da Associaçom Galega da Língua de solicitar o ensino da Língua Portuguesa como segunda língua nos centros de ensino secundário, vemo-nos na obriga de solidarizarmo-nos moralmente com dita associação e explicar os motivos pelos quais o Movimento Defesa da Língua iniciou em 1998 uma campanha com esse objectivo que dura até a actualidade.
O MDL leva desde o ano 1998 promovendo entre diferentes sectores sociais a necessidade cada vez mais urgente de introduzir o português na secundária para ajudar a travar a perda constante de galego-falantes entre a juventude. Outros colectivos como a CIG também compreenderam as razões que fazem mais do que necessário a introdução urgente e generalizada do português. Também o BNG em 2003, propôs no parlamento a debate uma proposição não de lei para a introdução generalizada desta optativa. Para a nossa organização é fundamental o contacto directo com o português e a cultura portuguesa para que os jovens vejam a utilidade que o nosso galego pode chegar a ter em todos os âmbitos da vida. Para isso o português ensinado como língua padronizada configura-se como uma ferramenta fundamental, e como apoio imprescindível para uma re-valorização do galego. Cremos que, já que se está a debater o rascunho do novo currículo de Ensino Secundário na Galiza e que nele se prevê a introdução duma segunda língua estrangeira de ensino obrigatório no 1º Ciclo e optativa no seguinte, é o momento de apostar definitivamente pelo ensino do português nas escolas de secundária do nosso país e de demonstrar à administração que sim que há demanda desta matéria por parte do alunado. Além disso, desde o MDL sabemos que há muitas/os professoras/es de Língua Galega que já conhecem as vantagens e a utilidade do ensino da Língua Portuguesa para a nossa comunidade linguística, dentre os que destacamos: - O Reconhecimento por parte do alunado da utilidade da nossa Língua para relacionar-se dentro do âmbito linguístico que lhe é próprio: a Lusofonia.
- Um maior e melhor conhecimento de recursos linguísticos: vocabulário, morfologia, estrutura sintáctica,etc, que pode ajudar a minorar a deturpação castelhanizante do galego.
- O Conhecimento do espaço sócio-cultural lusófono: literatura, música, cinema, Internet...que ajuda à normalização do galego e oferta uma alternativa cultural à hispanofonia.
Para além destas vantagens específicas para a Língua, estariam também as relativas ao mundo profissional e económico dum espaço transfronteiriço no que há um intercâmbio crescente de pessoas, mercadorias e projectos empresariais. Esta utilidade da aprendizagem do português é a que tão claramente souberam perceber na Extremadura, com mais de 9.000 alunas/os desta matéria nos seus liceus e que deixa a Galiza no mais absoluto dos ridículos mesmo dentro do Estado Espanhol. Nós pensamos que ainda estamos a tempo de corrigir esta situação, sendo o próximo curso escolar um grande teste para a administração da vontade da comunidade educativa para a aprendizagem do português e que, se mais uma vez o nosso alunado é animado pelo professorado de francês ou de alemão a estudar estas línguas enquanto o professorado de Galego se inibir na promoção do português na Galiza, perder-se-há uma outra oportunidade histórica para a nossa Língua. Por esse motivo solicitamos-lhe a todo o professorado que realize um pequeno esforço para que o próximo ano haja no seu centro a matéria de Língua e Cultura portuguesa, quer pedindo directamente através do sistema habitual do centro para ofertar matérias quer fazendo um apelo aos/às alunos/as para que o solicitem. Por esse motivo enviamos também junto com esta carta uma folha de solicitude para preencher pelo alunado assim como uma banda desenhada para animá-los a estudar português. Campanha Português no Ensino desde Já!
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