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Novas da Galiza entrevistou MDL |
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09-Aug-2008 |
Teresa Carro: “O discurso lingüístico pode ir por vezes à frente do discurso político” Novas da Galiza / Teresa Carro é a porta-voz do Movimento Defesa da Língua . Junto com Carlos Pazos, da Universidade do Minho, Alexandre Banhos, da Associaçom Galega da Língua (AGAL) e Ângelo Cristóvão Angueira, da Associação Pró Academia Galega da Língua Portuguesa, participou na Festa da Alegria que o Partido Comunista Português (PCP) organiza desde há 30 anos em Braga. Depois do debate, subordinado ao título ‘A Lusofonia como movimento transformador na Galiza’ chegou o tempo da música e da poesia, a cargo de Isabel Rei, Concha Rousia e Belém de Andrade. |
Parece que o reintegracionismo está a procurar pontos de encontro com a esquerda portuguesa. Nom parece tarefa fácil...
Para o MDL sempre foi uma prioridade manter relaçons com as pessoas da esquerda portuguesa que tenhem mostrado interesse pelo conflito lingüístico na Galiza. Precisamente daí nasceu este convite que fijo o PCP ao MDL. As tarefas, para serem fáceis, há que trabalhá-las.
No Estado espanhol, o PCP mantém relaçons oficiais de igual a igual apenas com o PCE. Até onde pensas que pode chegar um discurso galego nestas circunstáncias?
É tam legítimo saudar iniciativas do BNG no Congresso de Espanha como promover ou animar possíveis iniciativas na República Portuguesa que tenham a ver com as nossas reivindicaçons. Lembremos as campanhas da recepçom das tv's portuguesas ou do ensino de português na Galiza. O discurso lingüístico pode ir por vezes à frente do discurso político, sermos a vanguarda como aconteceu com As Irmandades da Fala.
Ultimamente, o Norte português parece estar mui atento à ‘lusofonia da Galiza’...
Acho que ainda nom é suficiente, ainda nom há os suficientes contactos e a Galiza ainda nom é vista como lusófona. Deveria existir muita mais presença de colectivos galegos do ámbito reintregacionista a estabelecerem laços com colectivos portugueses.
Que nos contas da Festa da Alegria?
A Festa da Alegria deste ano foi a mostra evidente de que o PCP tem algum interesse na realidade da Galiza e que o contacto entre pessoas galegas e portuguesas existe. Em próximas ediçons o MDL tentará aumentar a presença galega, porque o achamos muito importante mas também porque ficamos com muito bom sabor de boca, por causa do bom trato dos ‘camaradas’, da festa e da malta em geral. Encorajo-vos a incorporardes esta festa na agenda de eventos do Verao.
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