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O MDL decidiu apoiar publicamente a greve convocada em defesa da nossa língua pela Mesa, CAF e CAE ao entender que existem motivos mais do que suficientes para a convocatória deste acto de protesto.
O governo galego dessistiu até o de hoje em fazer qualquer reforma na maneira de entender o sistema de ensino para favorecer o cumprimento da legalidade e respeitar os direitos linguísticos das pessoas galego-falantes.
A situação da nossa língua no ensino obrigatório continua na mesma situação que com o anterior governo de Fraga por causa da passividade da Conselharia de Educação.
Do MDL sabemos que a situação no sistema de ensino herdada do governo Fraga teria dificultado o cumprimento íntegro da lei em tão pouco espaço de tempo mas comprovamos como a actual conselharia não tem realizado qualquer esforço minimamente significativo no caminho desse total cumprimento.
As pessoas responsáveis do incumprimento da legalidade são no nosso entender aquelas que ocupam os cargos directamente relacionados com a observância de leis que defendem direitos fundamentais como podem ser os direitos linguísticos dos falantes da língua maioritária da população.
A responsabilidade política do incumprimento da lei 247/95, que impede receber mais da metade do ensino em castelhano, recai em primeiro lugar nas pessoas da própria Conselheira de Educação, sra Laura Elena Sanchez Piñon, e da Directora Geral de Educação, sra. Maria José Pérez Mariño.
O ensino obrigatório continua a ser leccionado maioritariamente em castelhano sendo o principal agente espanholizador da nossa sociedade. Sociedade galega que, insistimos, continua a falar maioritariamente outra língua diferente do espanhol e apesar disto a receber a sua instrução obrigatória maciçamente em castelhano.
O MDL com a mudança de governo decidimos que era o momento de nos pôr à disposição da Conselharia para colaborar na reconversão do sistema de ensino para que deixasse de cumprir o actual papel desestruturador da sociedade e se convertisse progressivamente numa ferramenta de formação ao serviço da sociedade galega, da sua língua e da sua cultura.
Foi por isso que em Abril deste ano em reunião com a Directora Geral, entregamos umas primeiras proposta de mínimos para iniciar a galeguização do ensino e oferecimos todo o nosso apoio para a introdução do português a nível geral como matéria optativa na secundária.
Para o MDL as medidas urgentes que a Conselharia deve realizar se quer realmente modificar a situação actual, em que o ensino é um dos principais inimigos da sobrevivência da língua são:
-Cumprimento do decreto 247/95 -Compromisso publico da Conselharia de no próximo ano haver, no mínimo, uma escola em cada concelho do País em que se poda receber o ensino obrigatório integramente em galego. -Modificar os cursos obrigatórios de formação pedagógica (CAP) e, na medida do possível, as carreiras universitárias afectadas para que os futuros professores recebam toda a sua formação atendendo à necessidade de cumprirem no seu trabalho com o decreto 247/95. -Oferecer de maneira generalizada a matéria de língua portuguesa como matéria optativa de livre escolha em todo o ensino secundário. -Compromisso público da Conselharia para que haja, no mínimo, uma escola em cada concelho do País em que se poda aprender português de maneira optativa, reforçando assim o conhecimento da nossa língua.
Por todos estes motivos e propostas o MDL decidiu aderir à greve de 8 de Novembro. Convocamos a todos os e as estudantes a secundá-la de maneira maciça.
Na Galiza, Ensino Galego! Português no Ensino desde Já!
Movimento Defesa da Língua www.mdl-galiza.org
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telefone:+34 609309780
Notícias: - Página da Mesa -La Opinion de Corunha -Arroutada Notícias
Folheto repartido nas escolas
----------------------------------------------------------------------------- As propostas entregues à Directora Geral sra. Maria José Pérez Mariño podem ser consultadas aqui |