Que é o espanholismo? O espanholismo é uma maneira foleira e aborrecida de entender a cultura galega. Para esta ideologia somos algo assim como um elemento folclórico e rústico da cultura espanhola. Nega-nos a possibilidade de que "el galego" possa chegar a ter o mesmo prestígio social que se reserva para o castelhano. Ignora a repressão da cultura e a imposição do castelhano durante a Ditadura de Franco.
O espanholismo define a defesa da nossa língua como algo politizado e nega a imposição do castelhano na Galiza defendendo que são os falantes quem decidem passar para o castelhano voluntariamente. Considera que a língua da Galiza goza actualmente de uma consideração social já de por si excesiva para uma língua regional e chega até o ponto de colocar denúncias contra a administração quando realiza tímidos avanços na promoção da nossa língua. Também não interessa falar muito deles porque já todos devem saber como pensam este tipo de personagens. Simplificando poderíamos dizer que são do tipo de gente que com Franco ou Salazar não sentiam que houvesse "toda essa repressão de que falam outras pessoas". Que é o isolacionismo? 
O isolacionismo, introduzido na Galiza pelo poder em 1982 por Decreto, é outro tipo de espanholismo, responsável pelo processo actual de castelhanização da língua. Os isolacionistas são defensores do Castrapo (ou portunhol) e durante todos estes anos perseguiram e silenciaram o reintegracionismo pintando um diabo com cornos, vermelho e separatista na palavra "português". Bom, isto que pode parecer uma piada é para ler a sério, houve pessoas que foram expulsas do trabalho e todo isso... Também procuraram por todos os meios ocultar e manipular o passado e o presente negando a existência do reintegracionismo. Pronto, que não deviam confiar muito na força do seu discurso... Baixo o governo do franquista Fraga obrigaram a ensinar nas escolas que "galego" e português eram duas línguas distintas e colocaram para o castelhano o papel de língua de maior importância educativa para os galegos, perseguiram todo o que cheirasse a lusófono, refizeram a história, a língua e a literatura. Gente perigosa esta. Como exemplo nas suas primeiras propostas de "galego" escrito defendiam manter a grafia espanhola para não entrar em conflito com a aprendizagem do espanhol. Já na altura deviam saber que o seu caminho tinha pouco futuro.... 
Reservaram para a língua da Galiza a categoria de língua regional (entre nós, em galego) e apostaram pela imposição social dumas normas ortográficas diferenciadas do português, mas idênticas às do espanhol, esquecendo a tradição etimológica e histórica da língua e o trabalho de anos de luta social para ganhar o reconhecimento e o uso da nossa língua como língua nacional e língua de cultura. Os seus defensores sabem já que têm pouco futuro mas pretendem arrastar-nos a todos na morte anunciada do seu "galego". Fizeram acreditar a muitas pessoas que eram os "verdadeiros" defensores da cultura galega e que o seu caminho era o do "autêntico galego", e tristemente alguma boa pessoa acabou por cair na sua rede de mentiras.
Mas felizmente para muitas outras o pano já caiu.....
Os espanholistas e os isolacionistas pretendem impedir que galego e português continuem a ser a mesma língua e que a Galiza recupere em todos os âmbitos da sociedade o uso normal da sua língua nacional. Por esse motivo existe o chamado conflito da língua
Conflito da língua criado pelo espanholismo: -A imposição do castelhano como única língua social de cultura. Exemplo:"Hay que hablar Bién, nom faleis como na aldeia". -A discriminação da maior parte da população pelo simples uso da língua do País. Exemplo: -Estudias o Trabajas? -Bom, eu... -En que trabajas?". Conflitos da língua criado pelo isolacionismo: -A ocultação e manipulação dos elementos da nossa história relacionados com a língua: a história da literatura, a história da língua ou a historia dos movimentos sociais nacionalistas foram manipuladas durante anos ocultando a existência do lusismo. Exemplo: "Carvalho Calero passou para o reintegracionismo nos últimos anos da sua vida quando estava já muito velho".
-A actual imposição oral e escrita da mescla da nossa língua com o castelhano criando um particular portunhol (castrapo) que pretendem converter num "galego" aceitável ou pouco "perigoso" não sabemos para quem
Exemplo:"nom se pode dizer "mão" porque é um lusismo".
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